quinta-feira, junho 20, 2013

vamos brincar de o mestre mandou

ATENÇÃO!

Devido aos acontecimentos dos últimos dias e à bagunça generalizada, estou me auto declarando dono do protesto. Escolham suas causas e saiam às ruas. Só me avisem antes.

Como dono do protesto, meu primeiro ato é organizar a bagaça toda:

- MPL e simpatizantes do passe livre: devem se encontrar na praça do ciclista portando bicicletas e equipamentos de segurança.

- Quem for contrário à PEC37: encontro na rua riachuelo em frente ao prédio do ministério público portando instrumentos de investigação.

- Todos que forem contra o Marco Feliciano: encontro em frente à sede da IURD no Brás portando as falácias bíblicas.

- Quem for contra a Copa: protesto tem que ser em Itaquera (óbvio!) portando elementos festivos e caxirolas pra jogar nos polícia.

- Quem for contra os protestos: concentração na Oscar Freire portando cartões de crédito e narizes de palhaço.

- Quem só quer vandalizar: encontro na Oscar Freire também. Não precisam ir armados. Usem da persuasão.

- Quem for contra a corrupção: favor dirigir-se ao cantinho da reflexão de suas próprias consciências portando auto crítica.

- Quem for contra o direito de protestar: aliste-se na polícia militar mais próxima.

- Aqueles que pedem "mudança": favor decidir se querem mudar pra melhor ou pior, para que eu possa designar o local do protesto.

Organizados os pontos de concentração, ninguém precisa marchar pra lugar nenhum. Façam uma ciranda. Se preferirem, podem sentar e fazer um corre cotia. Tá liberado também.

Em caso de dúvidas, falem comigo pela hashtag #donodoprotesto no twitter. Obrigado e não precisam agradecer de volta.

Saudações,
O dono do protesto.

terça-feira, maio 28, 2013

sem título número 4


todos têm direitos. o direito de crer e não pensar em nada. o direito de adorar e se iludir. o direito de explorar e de se revoltar. o direito de errar e de perdoar. o direito de perdoar e se deixar enganar. o direito de temer e enfrentar. o direito de dizer e se arrepender. o direito de ir e voltar atrás. o direito de calar e se fazer notar. o direito de ser e se deixar levar.

domingo, março 03, 2013

o tempo é um senão.

o agora é uma ficção.
o passado é uma prisão.
o futuro é uma ilusão.


sábado, março 02, 2013

resquícios de uma mente sem lembranças.

arrisco-me em vão. caio ao chão. grito: "ladrão!". prendem-me, então.sigo em frente. afirmo-me inocente. ninguém entende. "esse não é gente".aceito, enfim. a pena é pra mim. antes isso que o fim. melhor assim.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

O Direito que não se opõe ao esquerdo.


O que é mais importante no Direito? As leis? Não. As leis formam a estrutura do Direito. Os juízes, advogados, legisladores, promotores? Não. Esses são grandes personagens do Direito, mas não representam o que há de mais importante. O mais importante no Direito são as pessoas. As leis são alteradas, ficam antiquadas e são alteradas novamente. Os personagens do mundo jurídico (advogados, juízes, promotores) não passam de ficção criada pela lei, obrigados a aplicá-la. Não passam de meros reféns da legislação. Atuam em observância dos preceitos legais. As pessoas, essas sim, representam o que há de mais importante no Direito. Isso não é abordado no ensino jurídico com a importância que deveria. Ora, toda a teoria jurídica é facilmente aprendida na prática.
Seria muito importante que as escolas de Direito iniciassem os cursos com uma grade integral dedicada apenas ao estudo da sociologia, antropologia e história. Ao mesmo tempo, psicologia, técnicas de negociação e interação social. O Direito não é sinônimo de litígio. O Direito deve estar a serviço das pessoas, para que ela resolvam os seus problemas jurídicos da forma menos traumática possível. Um advogado ou um procurador não pode ter como prioridade vencer o caso simplesmente, pois nem sempre vencer um caso corresponde à melhor solução para um litígio. Há pessoas envolvidas.
As escolas jurídicas precisam, antes de tudo, ensinar seus alunos a pensarem o Direito não como um instrumento para a solução judicial de conflitos, mas como uma ferramenta de transformação social. 

sábado, novembro 17, 2012

entreatos: história da vida e da morte.

fim do primeiro ato.
início do segundo ato. o renascimento.
terceiro ato. a morte ressabiada.
quarto ato. a vida emula a morte.
quinto ato. o flerte da vida.
sexto ato. a morte se apaixona.
sétimo ato. saudades futuras.
oitavo ato. o passageiro.
nono ato. tudo precede o nada.
décimo ato. a vida trai a morte.
décimo primeiro ato. a morte sucede a vida.
então tudo começou.

quarta-feira, agosto 29, 2012

poema novo:

poema novo:
tirei a poeira de cima
sobrou pouco 
quase nada já é algo.
o sabor é sobressalto
o escuro é invisível.
pra sentir a liberdade
basta olhos abertos.
ouvir o longe não
traz o nada pra perto.
o nada é toque e
tocar é cheiro antigo.
sentidos sentidos.
sentido!
só sei que a poeira foi
o poema ficou.
(a rima fica por conta)