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quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Isto não é um post.


Não tô afim de escrever. Por isso resolvi não escrever hoje. Poderia até dizer aqui que o mundo vai acabar, mais dia, menos dia. Mas não vou falar isso. Não vou tecer nenhum comentário sobre o fato de que, recentemente, vários pesquisadores do mundo inteiro avisaram que a Terra, em cem anos, estará acabada. Nem vou dizer que a culpa é do aquecimento global, cuja culpa é do homem.

Poderia dizer que a morte do menino no Rio de Janeiro foi uma barbaridade. Mas, é só ocorrer uma outra tragédia para esquecermos do pobre João. João... Não quero falar que todo mundo agora quer reduzir a maioridade penal, colocando a culpa no sistema penal-penitenciário falho e esquecendo que o problema está mais embaixo. Falta estrutura, falta educação, eu poderia falar. Mas não.

Até poderia falar que o Brasil anda mal, muito mal, de mal a pior. Mas isso é lugar comum, todo mundo diz, faz uns 25 anos. Pelo menos desde que eu nasci.

Mas, não estou afim de escrever. E acho que não escrever já basta. Então, isto não é um post. E vocês não leram essas linhas tortas.

terça-feira, dezembro 12, 2006

BLOG = COISA DE LOUCO (ou o palhaço sem platéia).






Estranho escrever um blog. É como falar sozinho. Ou, simplesmente, pensar.

Parece um pouco coisa de maluco, escrever sem um interlocutor (sim, escrever. Ou vcs não usam nenhum tipo de messenger?). Muitos poderiam dizer que lembra um diário, mas não tem nada a ver. Passa longe disso. Acho que, hoje em dia, já tem muita gente que se utiliza dos blogs como forma de manifestar sua idéias, pensamentos, trabalhos, estudos, tendências, etc, e já não usa mais como um simples diário eletrônico (a esse respeito, sugiro a leitura do
Contraditorium, em post recente).

Enquanto o autor deste blog acredita que alguém o lê, tudo bem, não tem nada de loucura. Afinal de contas, os relacionamentos virtuais agora são uma realidade.

"Ó, céus, lá vem ele querendo confundir tudo de novo. Como algo virtual pode ser real?".

Ai, ai, esses perdidos...

Fato é que não parece tão estranho assim. Somente o fato de poder escrever o que quiser, o que se arquitetou na sua própria mente, sem imposições os restrições externas, vale a pena. Mesmo que a platéia esteja vazia, as cortinas cerradas, os holofotes desligados e a pipoca murcha sendo varrida pelo faxineiro.

Feito um palhaço sem platéia.

(imagem: http://www.geocities.com/SoHo/Museum/4418/palhaco.jpg)