domingo, março 03, 2013

o tempo é um senão.

o agora é uma ficção.
o passado é uma prisão.
o futuro é uma ilusão.


sábado, março 02, 2013

resquícios de uma mente sem lembranças.

arrisco-me em vão. caio ao chão. grito: "ladrão!". prendem-me, então.sigo em frente. afirmo-me inocente. ninguém entende. "esse não é gente".aceito, enfim. a pena é pra mim. antes isso que o fim. melhor assim.

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

O Direito que não se opõe ao esquerdo.


O que é mais importante no Direito? As leis? Não. As leis formam a estrutura do Direito. Os juízes, advogados, legisladores, promotores? Não. Esses são grandes personagens do Direito, mas não representam o que há de mais importante. O mais importante no Direito são as pessoas. As leis são alteradas, ficam antiquadas e são alteradas novamente. Os personagens do mundo jurídico (advogados, juízes, promotores) não passam de ficção criada pela lei, obrigados a aplicá-la. Não passam de meros reféns da legislação. Atuam em observância dos preceitos legais. As pessoas, essas sim, representam o que há de mais importante no Direito. Isso não é abordado no ensino jurídico com a importância que deveria. Ora, toda a teoria jurídica é facilmente aprendida na prática.
Seria muito importante que as escolas de Direito iniciassem os cursos com uma grade integral dedicada apenas ao estudo da sociologia, antropologia e história. Ao mesmo tempo, psicologia, técnicas de negociação e interação social. O Direito não é sinônimo de litígio. O Direito deve estar a serviço das pessoas, para que ela resolvam os seus problemas jurídicos da forma menos traumática possível. Um advogado ou um procurador não pode ter como prioridade vencer o caso simplesmente, pois nem sempre vencer um caso corresponde à melhor solução para um litígio. Há pessoas envolvidas.
As escolas jurídicas precisam, antes de tudo, ensinar seus alunos a pensarem o Direito não como um instrumento para a solução judicial de conflitos, mas como uma ferramenta de transformação social. 

sábado, novembro 17, 2012

entreatos: história da vida e da morte.

fim do primeiro ato.
início do segundo ato. o renascimento.
terceiro ato. a morte ressabiada.
quarto ato. a vida emula a morte.
quinto ato. o flerte da vida.
sexto ato. a morte se apaixona.
sétimo ato. saudades futuras.
oitavo ato. o passageiro.
nono ato. tudo precede o nada.
décimo ato. a vida trai a morte.
décimo primeiro ato. a morte sucede a vida.
então tudo começou.

quarta-feira, agosto 29, 2012

poema novo:

poema novo:
tirei a poeira de cima
sobrou pouco 
quase nada já é algo.
o sabor é sobressalto
o escuro é invisível.
pra sentir a liberdade
basta olhos abertos.
ouvir o longe não
traz o nada pra perto.
o nada é toque e
tocar é cheiro antigo.
sentidos sentidos.
sentido!
só sei que a poeira foi
o poema ficou.
(a rima fica por conta)

domingo, junho 03, 2012

boa noite, até logo.

vou-me, ficar não é opção. seria, não fosse o ir, esse verbo sem volta. vou-me, pois ali já me aguarda desde então. e é pra lá que eu vou. dormir não é melhor nem pior. simplesmente é o que há. sei que não entende e nem precisa. apenas saiba que aqui não estarei. não mais. se volto? ora, é claro que sim. quando? assim que você notar. nem antes, nem depois. serei preciso, prometo. aguarde com paciência.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

ad infinitum.

Desisto. Do quê? De tudo. Por que? Porque sim. Isso lá é resposta? Não. E então? Desisto...