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domingo, dezembro 14, 2008

Fim de ano em São Paulo: trânsito, definitivamente.


Quase uma hora para ir da Consolação ao Paraíso.



Seria um tempo muito bom e até mesmo rápido para se adentrar no reino dos céus, se, na realidade, eu não estivesse falando de atravessar a Avenida Paulista desde a estação de metrô Consolação até a estação Paraíso, de carro.


As empresas encheram os prédios com luzes de natal, um papai noel a cada esquina, shows dançantes. A Associação Viva Paulista, em parceria com a Prefeitura, também enfeitaram o canteiro central. Ficou realmente muito bonito de se ver. Uma pena que a cidade já não comporte mais tantos carros e as pessoas ainda prefiram fazer esses tipo de passeio de carro. Eu não estava passeando, estava voltando lá da Marquês de São Vicente, para onde preferi ir de carro por ser muito longe de casa. E tive que passar pela Paulista. É sempre preferível andar de metrô ou ônibus. Se bem que eu não gosto de ter que contar com as linhas de ônibus de São Paulo, pois sempre tem atraso e com o trânsito... é um ciclo vicioso.


Enfim, passar o mês de dezembro em São Paulo significa ver montes de luzes de natal (aliás, qual o propósito do horário de verão se gastam mais energia com essas luzinhas?), a democratização do papai noel (um em cada esquina), centros comerciais "populares", shoppings de "classe média" e "classe alta" com gente saindo pelo ladrão, querendo comprar os presentes de Natal (que já se tornou a data mais consumita do ano)... melhor nem sair de casa nessa época do ano!

terça-feira, julho 31, 2007

Fato notório.


O trânsito de São Paulo está insuportável. Isso é fato. As aulas retornaram nesta semana e o trânsito está absurdamente travado, parado, imóvel, estacionário, atravancado... E cada carro tem só uma pessoa dentro, enquanto alguns ônibus rodam vazios. Vai entender...

O pior é que a cada dia mais prédios são levantados. Só aqui na minha rua e na rua onde trabalho são uns 3 ou 4 edifícios que estão sendo construídos (uns prontos para inauguração, outros ainda na fundação). E eu me pergunto: qual tipo de análise é feita pela Prefeitura para autorizar a construção de um edifício? Será que levam em conta que grande parte dos moradores irão utilizar carros e que as ruas não são largas o suficiente para tanta gente? Ou será que o que vale é o valor que lhes é pago "por fora"?

E o metrô, que já foi ótimo (mesmo com seus poucos kilômetros de trilho), anda abarrotado, empanturrado, cheio, carregado. Principalmente depois de implantado o Bilhete Único, que, apesar de ter sido uma ótima e necessária iniciativa, lotou ainda mais o metrô. A diferença é facilmente notada. É só pegar o metrô a qualquer horário, que ele sempre estará cheio. Não se está a defender o fim do Bilhete Único, mas, pelo contrário, investimentos na ampliação das linhas do metrô. É impressionante como São Paulo cresce, a frota de veículos cresce, os prédios comerciais e residenciais pipocam e o metrô continua do mesmo tamanho.

A cidade está saturada e, em 6 ou 7 anos, será insuportável viver aqui. Ou será que vamos passar a achar normal percorrer, de carro, 8 kilômetros em uma hora e meia? É mais tempo do que se leva para chegar em Santos, por exemplo.

As políticas públicas da cidade de São Paulo, como em todo o Brasil, deixam a desejar. Diria que são risíveis, se realmente existissem.

Foto: PAULO LIEBERT/AE