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quinta-feira, julho 22, 2010

Pensamentos de uma noite escura.


Revirando meu caderno de anotações, encontrei esse rascunho, escrito no dia do apagão, em novembro de 2009.

Talvez seja intempestivo, como de fato quase tudo o é nesses dias de conectividade absoluta e ininterrupta. Mas essas palavras tem a sua importância (ao menos para mim).

* * *

(23h27, 12 de novembro de 2009)

1. Estou aproveitando o apagão (e o refluxo) para escrever, porque só ouvir rádio e pensar não está funcionando.

2. Eu estava voltando para casa, na Rua França Pinto, quando tudo apagou. O mais estranho é que alguns carros parados na rua começaram a apitar o alarme no exato mesmo segundo em que o apagão aconteceu. Não entendi nada. Na hora, achei até que tivesse sido uma descarga elétrica, algo localizado na região, porém, na sequência, já imaginei algo maior, porque a rua estava muito escura. Só depois foi entender o que estava acontecendo, quando liguei o rádio.

3. Há 10 anos (em 1999) aconteceu a mesma coisa (mas eu tava na Nova Zelândia!). O pessoal da oposição deve estar comemorando, pensando em usar isso contra a Dilma no ano que vem (em 2010). [Nota de Atualização: acho que usaram mesmo esse episódio um pouco, mas nada que tenha abalado a canditatura Dilma]

4. Tem uma doida na rádio viajando na maionese, dizendo que a culpa é do Lula, que reduziu o IPI da linha branca; tinha que ser carioca! (haha, nada contra, adoro o RJ. É que o sotaque dela é exageradamente exagerado).

5. Acabei de ouvir que o problema é em Itaipu. Só podia. O Brasil depende demais dessa usina hidrelétrica.

6. É engraçado. Na hora que a luz apagou de vez aqui em casa (demorou quase 30 minutos depois do primeiro apagão), eu logo pensei nas pessoas que mais gosto e que me fazem falta, mas não consegui falar com ninguém. Nem os celulares estão funcionando. [N.A.: o que era um tanto óbvio, mas que não pensei no dia]

7. Impressionante como somos absolutamente dependentes da energia elétrica. Faz cerca de um mês eu andei pensando exatamente nisso: como seria difícil viver sem energia elétrica hoje em dia. Tudo, tudo!, funciona por conta da energia elétrica... Mas é óbvio que, pior do que ficar sem luz, é ficar sem água. Daí não tem condições, definitivamente.

8. Escrevendo à luz de vela. Acho que nunca havia feito isso. E estou torcendo para a luz não voltar e ninguém precisar ir trabalhar amanhã... [N.A.: A luz voltou...]

9. Agora começam as hipóteses: foi em Itaipu. Não sabem o porquê ainda. Estão dizendo ser fator externo (tempestades). Já está todo mundo correndo pra dizer que não tem nada a ver com o apagão de 1999 e o racionamento de 2001.

10. Nessas horas faz falta o computador e estar conectado. Aí dá pra questionar se estamos desaprendendo a ficar sozinhos, pois a toda hora podemos estar online, conversando com algúem. Pode passar a falsa impressão de estarmos acompanhados. O que é, sim, verdade. [N.A.: essa frase não está fazendo sentido. Pelo menos, não mais. Mas na época devia dizer algo. Bom, ficará aqui registrada]

* * *

Foi preciso que acabasse a energia elétrica para que naquela noite eu fugisse da rotina e, então, resolvesse me ouvir. E foi preciso que o James Siqueira escrevesse esse texto para que eu encontrasse o rascunho acima e o postasse aqui.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Uma árvore de Natal. E depois?



Uma árvore de Natal, em São Paulo. Demora 1 mês para montar. Demora 1 mês para desmontar. E o resultado? Uma praça destruída...

domingo, dezembro 14, 2008

Fim de ano em São Paulo: trânsito, definitivamente.


Quase uma hora para ir da Consolação ao Paraíso.



Seria um tempo muito bom e até mesmo rápido para se adentrar no reino dos céus, se, na realidade, eu não estivesse falando de atravessar a Avenida Paulista desde a estação de metrô Consolação até a estação Paraíso, de carro.


As empresas encheram os prédios com luzes de natal, um papai noel a cada esquina, shows dançantes. A Associação Viva Paulista, em parceria com a Prefeitura, também enfeitaram o canteiro central. Ficou realmente muito bonito de se ver. Uma pena que a cidade já não comporte mais tantos carros e as pessoas ainda prefiram fazer esses tipo de passeio de carro. Eu não estava passeando, estava voltando lá da Marquês de São Vicente, para onde preferi ir de carro por ser muito longe de casa. E tive que passar pela Paulista. É sempre preferível andar de metrô ou ônibus. Se bem que eu não gosto de ter que contar com as linhas de ônibus de São Paulo, pois sempre tem atraso e com o trânsito... é um ciclo vicioso.


Enfim, passar o mês de dezembro em São Paulo significa ver montes de luzes de natal (aliás, qual o propósito do horário de verão se gastam mais energia com essas luzinhas?), a democratização do papai noel (um em cada esquina), centros comerciais "populares", shoppings de "classe média" e "classe alta" com gente saindo pelo ladrão, querendo comprar os presentes de Natal (que já se tornou a data mais consumita do ano)... melhor nem sair de casa nessa época do ano!