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terça-feira, dezembro 07, 2010

(ainda me doía) o sonho de outro dia.


Você estava com outro e sorria.
Eu era espectador. Resignado,
Observava à distância.
No peito, coração apertado.

Eu lhe queria por perto,
Mas a razão racionalizava.
Eu obedecia, irrequieto;
A emoção contrariava.

Nada havia a ser dito,
Mas era certo ficar calado?
O coração golpeava solícito,
Repleto de anseios passados.

Você me via, mas me ignorava.
Eu sorria e você silenciava.
Era você disfarçando, eu assistindo;
Eu me declarando, você resistindo.

Era sonho, mas eu não sabia;
Ainda que soubesse, não sei o que faria.
Era sonho, então logo acordei.
Versifico apenas o que lembrei.



segunda-feira, novembro 01, 2010

Limpeza de frases guardadas.


Frases e idéias soltas que nunca consegui transformar em textos maiores, personagens completas ou poemas.

'A razão maltrata o coração. O acaso nos proporciona as melhores experiências de vida'.

'Quero tudo que me é permitido, tudo que me é proibido. Quero tanto e nada faço. Revolto-me em silêncio. Sigo sem compasso'.

'Reluto em aceitar o sangue errante que pulsa em minhas veias; disfarço e faço acreditarem que me sinto parte disso tudo'.

'I once gave you the butterflies / now I only see your sorrow eyes / I know it was all my fault / but I really wish you still were my pal'.

domingo, novembro 15, 2009

A Dor. E o Tempo.


Recebi esse texto da Gabi. Fala sobre a dor. Mas também tem a ver com o tempo. Fiz a leitura ouvindo Móveis, O Tempo.

"A dor é o caminho da consciência, e é por ele que os seres vivos chegam a ter consciência de si. Porque ter consciência de si mesmo, ter personalidade, é saber e sentir-se distinto dos demais seres, e só se chega a sentir esta distinção pelo choque, pela dor maior ou menor, pela sensação do próprio limite.A consciência de si mesmo não passa da consciência da própria limitação. Sinto-me eu mesmo, ao sentir-me que não sou os outros; saber e sentir até onde sou eu, é saber onde deixo de ser, e a partir donde não sou.E como saber que se existe, não sofrendo nem pouco nem muito? Como volver sobre si, lograr consciência reflexa, senão através da dor?Quando gozamos, esquecemo-nos de nós próprios, de que existimos, passamos a outro, alienamo-nos. E só nos ensimesmamos, só voltamos a nós próprios, só voltamos a ser nós, pela dor."
Miguel de Unamuno in "Sentimento trágico da vida"

domingo, novembro 08, 2009

Sem título.


Dizer em palavras poucas
tudo aquilo que sinto.
Aqueço a voz rouca.
Penso, reflito.
Travam em minha boca.


Então, em poucos traços,
desenho um labirinto.
Pego-me sorrindo.
Rio de mim mesmo,
da esperança contida,
da frustração antecipada.


Sigo rindo, sentado. Tolo.
A espera não é nada,
mas às vezes não acaba.

segunda-feira, abril 06, 2009

Falso Soneto.


Pense que pode viver,
mas saiba que não é eterna.
Saiba que pode morrer,
e restar tranquila e serena.
A morte não dói a ninguém,
a não ser para quem por cá fica,
pois, logo depois do amém,
volta à vida, menos rica.
Venha comigo viver
a felicidade miúda diária
que preservei pra você.
Os amigos vão lhe reerguer
e ajudar a sofrer essa dor
que guarda, sozinha, sem esquecer.